História

Quando em 2009 o Ministério da Cultura, por intermédio de seu então recém-criado setor especializado em Cultura Digital, provocou reflexões sobre a questão da digitalização de acervos no campo da cultura, o diagnóstico apontou o valor de uma Política Nacional para o setor. O debate aconteceu no eixo ‘Memória Digital’ do ‘Fórum da Cultura Digital Brasileira’, e foi aprofundado com a realização do ‘Simpósio Internacional de Políticas Públicas para Acervos Digitais’ no ano seguinte.

À partir do impulso inicial, começarmos a trabalhar no desenvolvimento de um modelo operacional capaz de contemplar o desafio da integração, focando especialmente nas questões de interoperabilidade, e no desenvolvimento de tecnologias essenciais para garantir o acesso a estas coleções no longo prazo. Outro aspecto fundamental a ser considerado, é o fato das instituições de memória no Brasil apresentarem um quadro bastante heterogêneo em termos de infraestrutura e pessoal de apoio. Em geral, as instituições e projetos do mundo da cultura não se encontram preparados para enfrentarem, por si, os desafios inerentes à digitalização, à disponibilização e à preservação de seus acervos culturais em meio digital. Este cenário impõe que as soluções técnicas de integração propostas para uma política nacional devem primar pela simplicidade em todas as suas dimensões de operação: uso, manutenção, desenvolvimento, instalação, suporte, e integração com as diversas instâncias de circulação de conteúdo.

A equipe do L3P-UFG após pouco mais de um ano de trabalho, nos apresenta a primeira versão da solução ‘Tainacan’. Trata-se de ferramenta inovadora, simples mas extremamente potente, que consegue responder de maneira efetiva a grande parte dos requisitos técnicos específicos apresentados pelo desenho de uma política de acervos à partir da perspectiva da cultura digital brasileira. Nos tranquiliza o fato de que, recursos desejáveis ainda não implementados podem ser construídos em diálogo com a grande base de recursos disponíveis no âmbito do ecossistema WordPress.

Nós da Coordenação-Geral de Cultura Digital do MinC nos sentimos orgulhosos em participar das iniciativas que resultaram no desenvolvimento da solução Tainacan, e agradecemos a atuação de todos os parceiros na empreitada. Temos a confiança de estarmos cumprindo etapa importante no desenvolvimento de uma Política Nacional para Acervos Digitais no Brasil.

 

Origem do nome Tainacan

O nome Tainacan, provem da lenda indígena do povo Carajás, a lenda de Tainá-can ou em sua forma originaria Takinahaky, tal lenda faz mençção a uma entidade indígena que é retratada por uma estrela, sendo tainá-can considerada a estrela vésper ou estrela d’alva, a primeira estrela a brilhar no anoitecer, o que leva a percepção do espaço, suas diversidades, dimensões, galáxias e conexões.


Ao levarmos isso em conta a ideia por trás da criação de uma ferramenta que deseja ser algo o qual leva o usuário a uma expansão constante de conhecimento e aprendizado, se adequa ao nome Tainacan. Uma ferramenta de visa a expansão de conhecimento, sua centralização com fácil acesso e distribuição, o tainacan se mostra promissor em diferentes aspectos, trazendo um novo produto interpessoal e cultural na era da informação e suas mídias, gerando redes de conhecimento e participação.