Tainacan: ações 2020

O ano de 2020 já é um marco histórico fundamental para que se possa compreender a contemporaneidade. Ainda é cedo para reflexões aprofundadas e as dores, as dificuldades e os desafios vividos não só ainda estão entre nós como seguem desafiadores para 2021. Acima de tudo, cabe a solidariedade às pessoas que se foram e a tantos que têm sofrido inúmeras consequências físicas e mentais desse processo.

Não poderia ter sido diferente conosco, da equipe Tainacan e do Laboratório de Inteligência de Redes da Universidade de Brasília. Fomos pegos de surpresa, tivemos que inventar formas de cuidado conosco, solidariedade, apoio e inventar novas maneiras de trabalhar, de organizar a pesquisa e de seguir dando apoio e suporte a tantas instituições culturais importantes e que precisaram avançar em sua presença e atuação no espaço digital. O ano foi duro, profundo e repleto de momentos onde achamos que não daríamos conta, que faltaria fôlego e que os desafios nos pareciam além da nossa conta. Seguimos.

É momento de registar um pouco dessa trajetória e deixar uma marca para no futuro olhar para trás e elaborar melhor tudo que vivemos. 2020 começou para nós cheio de energia, iniciou com uma viagem internacional ao México, onde pudemos conhecer a equipe do projeto Mexicana, da Universidad Autonoma do Mexico (UNAM) e pudemos estabelecer uma parceria inicial entre esses dois grupos e iniciar de forma consistente o processo de internacionalização do Tainacan na América Latina. Um grande momento e um enorme passo para nós. As parcerias foram muitas ao longo do ano. Nesse ano, nos aproximamos e estabelecemos ações de colaboração com a Universidade Federal de Pelotas, a Universidade Estadual de Campinas, a Universidade de São Paulo por meio do Museu Paulista, a Universidade Federal de Minas Gerais por meio do projeto Webmuseu, na Universidade de Brasília com a Casa de Oscar Niemeyer, na Universidade Federal de Goiás com maior proximidade em ações da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura. Foi também o ano que iniciamos um trabalho com o IPHAN e a maravilhosa e generosa equipe do Patrimônio Imaterial. Nos aproximamos mais da Funarte e a equipe incrível do CEDOC. Avançamos na implantação dos repositórios digitais de diversos museus do IBRAM e a rede de museus começa a ganhar vida. Efetivamos a parceria com o Museu Histórico do Exército e do Forte de Copacabana. Participamos de muitos webinários, criamos um programa de webinários do laboratório, lançamos o repositório digital de webinários do laboratório (https://pesquisa.tainacan.org/webinarios/), apresentamos trabalhos, produzimos artigos, reuniões, orientações, aulas e tantas outras atividades que organizam o laboratório. Vejamos alguns números que nos ajudam a compreender melhor todo esse movimento de 2020:

Ao todo, essas 18 instalações disponibilizaram um total de 16.242 itens de objetos digitais para acesso ao público. Um pequeno avanço diante do desafio e da dimensão da cultura brasileira, mas, sem dúvida, uma contribuição importante para ampliar o acesso, a circulação e o potencial de presença das instituições culturais brasileiras na Internet.

Fechamos esse balanço desejando um ano melhor a todos nós, um 2021 desafiador, cheio de sentidos possíveis e esperanças renovadas no nosso caminho. Sigamos!

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